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domingo, 29 de abril de 2012
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
Observações telescópicas nocturnas
quarta-feira, 19 de maio de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Dinossauros tinham penas cor de laranja e castanhas
Estudo de terópode que viveu há cem milhões de anos revelou que aqueles répteis tinham uma plumagem colorida.
Cor de laranja, castanho e branco. Eram estas as cores das penas dos dinossauros que existiam há cem milhões de anos. A descoberta é anunciada hoje na revista Nature por um grupo de investigadores que, além de ter "visto" pela primeira vez o colorido da plumagem daqueles répteis gigantes, confirmou que essas estruturas foram as precursoras das penas dos pássaros e que a sua primeira função não teve a ver com o voo.
Estas primeiras penas não se assemelhavam às dos pássaros modernos, eram mais como pêlos rijos, ou cerdas. Segundo o estudo, que foi realizado por uma equipa de investigadores britânicos, chineses e irlandeses sobre um dinossauro terópode chamado Sinosauropteryx, apenas algumas partes do corpo do animal estavam cobertas por aquela plumagem. Nomeadamente a cauda e o topo do dorso.
"A nossa investigação fornece novas pistas sobre as origens das penas", explicou Mike Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol e um dos cientistas da equipa, citado pelo serviço de notícias de ciência Eurekalert.
"Sabemos agora que as penas surgiram antes das asas e portanto não nasceram como estruturas para o voo", sublinhou a propósito o paleontólogo. A equipa sugere ainda que as proto-penas do Sinosauropteryx surgiram primeiro "como agentes coloridos para exibição e só posteriormente, na sua história evolutiva, estas estruturas se tornaram úteis para o voo e a protecção térmica", adiantou Mike Benton. Nas penas fossilizadas, os cientistas identificaram melanossomas, as estruturas no interior das penas e do pêlo e cabelo dos mamíferos que produzem o pigmento do cinzento, preto e castanho ou laranja. No caso deste terópode da China, os melanossomas identificados eram especificamente os que produziam os pigmentos castanho e laranja. O estudo permitiu ainda concluir que a penugem não cobria todo o corpo do animal, mas apenas parte. "Sabemos que se estendia ao longo do dorso, como uma crista e em volta da cauda, e que por isso só poderia ter um papel limitado em termos de termorregulação", concluiu Mike Benton. Extrádo do Jornal DN notícias de 01/29/2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Primeiros animais de quatro patas podem ter aparecido 18 milhões de anos antes do que se pensava
As pistas foram descobertas no sul da Polónia. Pegadas que se estendem por mais de dois metros, de patas dianteiras e traseiras, datadas de há 395 milhões de anos, podem ser a prova de que os primeiros animais com quatro patas chegaram 18 milhões de anos antes do que se pensava. A descoberta é publicada na edição desta semana da revista “Nature”.
Para que se tenha uma ideia do tempo em que estes animais de quatro patas viveram, o diário espanhol “El País” dá uma referência: os dinossauros extinguiram-se há 65 milhões de anos. E os primeiros hominídeos chegaram há cinco milhões. Isto leva Grzegorz Niedzwiedzki, da Universidade de Varsóvia a defender que a ciência deveria repensar que a transição da locomoção dos primeiros animais do arrastamento para as quatro patas aconteceu muito antes. E isso revoluciona tudo o que se sabe sobre a ecologia e as condições ambientais desta transição.
Estes animais, cujas pegadas foram só agora reveladas, mediriam entre 40 e 50 centímetros. As pegadas têm entre 15 e 26 centímetros e viveram no período Devoniano, há cerca de 416 a 359 milhões de anos.
As pistas de pegadas foram encontradas marcadas em terrenos pantanosos, o que faz crer estes animais podiam deslocar-se nadando, mas também se movimentavam andando no fundo da lagoa que ali terá existido.
Extraído do Jornal Público de 6 de Janeiro de 2010